quarta-feira, 30 de junho de 2010

LóGICA (antropofágica) da ORNAMENTAÇÃO (para melhor usar as guampas) ou ÉTICA PÓS-ESPINOSISTA PARA RELACIONAMENTOS CARNAIS

Reeditado após sete anos, para seguir pensando o casamento.

Primeira parte
DA MONOGAMIA

Axioma
I. Não existem homens monogâmicos.

Proposição 1
Os homens que são monógamos só o são por causa das circunstâncias.
Corolário
As circunstâncias que tornam um homem monógamo podem ser de ordens variadas. Os homens ficam monógamos por causa da impotência ou porque são desprezados pelas mulheres que comeriam e que, sob circunstâncias favoráveis conseguem abordar. Outros não possuem tempo para comer todas as mulheres que querem ou não encontram circunstâncias favoráveis para abordá-las, visto que, se um homem é casado pelas leis civis e religiosas ainda vigentes não pode abordar uma mulher, que não a sua esposa, sem ferir a os preceitos canônicos da sociedade.

Proposição 2
Os homens só são monógamos salvo frente às poucas mulheres que não comeriam.

Proposição 3
Pele macia, peitos empinados, traseiro exuberante, mucosas rosadas e vermelhas, cabelos compridos e, às vezes, um salto alto, bastam para fazer de uma mulher um ser comestível para quase todo e qualquer homem com inclinações heterossexuais. Para os que possuem inclinações homossexuais, acrescente-se a qualidades similares um falo ereto e reluzente.

Proposição 4
Dadas as circunstâncias favoráveis, nenhum homem deixa de comer alguém comestível.

Axioma
II . Uma mulher que se sente comestível come o homem que quiser.

Proposição 5
Uma mulher, quando realmente quer comer um homem, cria circunstâncias favoráveis para tal.
Proposição 6
Mulheres que não se sentem comestíveis, seja por motivo hormonal ou por impedimentos jurídicos, estéticos e morais, não tendem a se atirarem nos homens que por ventura considerem comestíveis.

Proposição 7
Nem o maior tratado do mundo explicaria com exatidão os complexos e variáveis fatores que tornam um homem ou outra mulher comestível, ou não, para uma mulher.

Corolário
Homens com uma carreira estável, com disposição física e algum dinheiro, são comestíveis em potencial para qualquer uma que esteja selecionando um macho para seu uso. Portanto, mulheres casadas com qualquer homem relativamente bem de vida, são potencialmente aptas a ganharem cornos, principalmente quando os maridos apresentam circunstâncias favoráveis inerentes às suas atividades profissionais (viagens, plantões, ausências facilmente justificadas).

Proposição 8
As mulheres elegem pouquíssimos homens, às vezes só um, como comestíveis. Por isso, parecem monogâmicas, mas são mesmo chatas, cheias de exigências, critérios e regras para escolher quem gostariam de comer.

Axioma
III. No homem, a monogamia é circunstancial, na mulher, é o resultado de um processo seletivo.

Proposição 9
A intensidade do devir-mulher de um homem (não importa se heterossexual radical ou homossexual afeminado ou tudo que fica entre esses extremos) define os modos que o tornam monogâmico.
Corolário
Casar com um homem, chato, seletivo e cheio de critérios, com aparentes tendências monogâmicas, não garante que, dadas as circunstâncias favoráveis, a comida de todo dia (que às vezes é aquilo que sobrou de ontem) não seja substituída por um alimento mais fresco.

Axioma
IV. Homens, mulheres e todas as combinações deles num só indivíduo tendem a casar com alguém comestível que, salvo certos cuidados, torna-se indigesto com o passar dos anos.


Segunda parte
DOS CORNOS

Axioma
I. Não existe monogamia sem corno.

Proposição 1
Os cornos existem para lembrar da falácia de se querer possuir alguém.

Proposição 2
Todo mundo, mesmo que não saiba, mesmo que só virtualmente, já ganhou algum corno.

Proposição 3
Os cornos dão uma lição de desapego e transcendência, são chances de se abolir a mania de exclusividade e as tiranias do ego.


Axioma
II. Os cornos são perdoáveis, as comparações, jamais.


Proposição 4
A maldição do corno é a comparação. Saber-se corno só dói quando a comparação começa e os envolvidos começam a se medir.
Proposição 5
Os cornos ensinam diversificação e mostram singularidades, jamais devem servir como afronta ao parceiro ou imposição de um modelo ideal.
Corolário
O corno começa a incomodar quando entra em reminiscências do tipo "com ele (o outro) eu seria mais feliz", aquela coisa horrível de se ficar julgando quem ama mais e quem ama menos. O corno começa a decompor as pessoas quando surgem as comparações mais terríveis, que mostram a uma das partes o quanto ela está longe do modelo ideal. Modelo de beleza, modelo de fidelidade, modelo de competência. A experiência vivida pelo outro é passível de ser perdoada, mas estar ao lado de alguém que nos faz se sentir mais feio, mais gordo, mais burro, menos competente, é muito difícil de aceitar. Saber que estamos envelhecendo, que estamos com alguns quilos a mais, que nossa performance não é uma virtuose, tudo bem, o problema é sofrer por não estar dentro das expectativas do outro, acreditando que o corno procede por compensação e não pelo simples andar do acaso junto aos fluxos do desejo.

Proposição 6
Só sofre com os cornos que ganha quem se importa com comparações.

Proposição 7
Um corno bem dado só fortifica a relação "monogâmica" oficial.

Proposição 8
É estupidez atribuir o final de uma relação aos cornos que aconteceram junto dela.

Proposição 9
A maneira mais burra de encerrar um relacionamento é arranjando um corno.

Proposição 10
Nenhum corno vale a pena quando se calcula se vai valer a pena.
Corolário
Calculado, o corno entra na usura e perde toda a sua graça. Pensar se aquela escapada vale o tempo e o dinheiro que irá demandar é pura crueldade matemática na economia do desejo. As intensidades se aprisionam, a hipocrisia começa. Quem deu mais, quem deu menos? É melhor nem dar.

Axiomas
III. Quando vira culpa, o corno deixa de ser gozo, delírio, para acabar num pesadelo.

IV. Passar bem por um corno é melhor do que vencer uma tourada.

deMONSTRação

Deus tem cornos. Nas práticas mágicas e rituais ancestrais,o deus cornudo é a contraparte masculina da hierogamia celeste. Satanás, que era serpente nua, ganhou cornos quando a Igreja reinventou a Tora e abandonou a velha Arte. E mesmo no judaísmo tem aquela história de Moisés voltando corneado do Monte Sinai. De qualquer modo, a força do deus cornífero sobrevive e ninguém consegue explicar as guampas invisíveis do Patriarca São José. Quantas histórias, romances, narrativas... A lista é longa, sendo que um dos nomes mais notáveis é o Rei Artur. E lá está o dragão, esse lagarto alado e cornudo que fazia corpo com a Grande Mãe. Tiveram que inventar um São Jorge, pura alegoria da afirmação fálica, só para combater a bestial força divina. Aceitar os cornos é se livrar da vileza do metal, da dor da ponta da lança e dessa crueldade torpe que repudia o gado, o réptil, o aracnídeo. Toda essa "dor de corno" porque o homem gnóstico e platônico resolveu separar os deuses de seus animais. Mas a intensidade guampuda nunca desaparece. Surge como paixão incontrolável, potência engolidora que faz do humano, potência selvagem. Entretanto, não se põe contra a lógica abstrata e suas extensões de palavras e raciocínios dos quais hoje é impossível se abster. Ao contrário, os cornos sobrevivem na garra das palavras, insinuando-se no rosnar da tradição escolástica, gritando no panteísmo de Spinoza, explodindo com Nietzsche no clamor do Minotauro. Enquanto a contracultura dança as bênçãos tornadas diabólicas, o humanismo está cheio de cornudos que fazem tudo para esconder suas amarguradas aspas. A força dos cornos investe contra os juízos e a moral. Corneados, ganhamos a chance de escapar do medo e de sermos eternamente julgados. A única danação é o próprio julgamento. O homem tem a presunção de condenar. Sente rancor porque Deus não lhe deu venenos mortais para exalar, hastes pontudas para brigar, garras afiadas, caninos dilacerantes. Suporta cheio de tristeza não ter asas para voar. O homem cria um Deus que o julga porque quis ser melhor que Ele numa louca suplantação de todos os animais. O homem sofre como nenhum outro animal, não porque agora voa, dilacera, envenena e consome o que quiser, e sim porque nunca conseguirá imitar a serenidade de uma erva.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Casamento

o homem perfeito
é criativo com a língua. usa os dedos de mil maneiras diferentes. enrola bem. tem força. exala um cheiro maravilhoso que te deixa louca. cozinha. lava a louça e passa pano no chão. assa teu pedaço de churrasco no ponto que você gosta. não se atrasa nunca. te apresenta com honrarias. antes de te conhecer já era da família. tem orgulho da mulher que tem. conserta tudo. fica lindo de terno. quando usa gravata não perde a espontaneidade. tudo o que ele faz dá certo. cuida dos carros. vai ao supermercado. fica com as crianças. paga todas as contas. te compra uma jóia. nunca esquece a importância das flores. levanta para alimentar bebês no meio da noite. perdoa tuas inúmeras falhas. suporta teus sucessivos fracassos. providencia o que falta. aparece quando você está desesperada e quer morrer. salva teu dia. nunca deixa de ser bonito. traz café na cama. carrega tua mochila junto com a dele depois de atravessar treze quilômetros dentro de um abismo cheio de pedras pontudas

mulheres
na perfeição ou no desamparo, com o certo ou com o errado, amamos sozinhas na desolação de quem se entrega porque de outro modo a vida não teria a menor graça, mesmo que os trastes não mereçam todo o amor que uma vez rendidas não conseguimos deixar de neles derramar, em gozo, lágrimas e súplicas

domingo, 27 de junho de 2010

dominical

cachorros latem
som distante esvaziando lista de tarefas para amanhã
ronco silente sem muito trânsito
descanso parcial de mãe solicitada
o sol se deita e a cidade fulge em amarela luz enquanto meu corpo no desconforto de tabelas, pareceres e leituras sofre o isolamento das tardes de futebol e outras distâncias inacadêmicas na casa perfeita de quem ama apenas forma consistência carne e nada sabe
dos movimentos celestes e mundanos dessas loucuras

quinta-feira, 3 de junho de 2010

PEÇAS LIVRES, CORPO MONTADO

O bailarino desenvolve técnicas do corpo. Mestria de movimentos, virtuosismo ósseo-muscular. Na leitura se movimenta muito mais do que ao se olhar uma dança. Na perversão do texto, dizer do corpo reduz o que nele pulsa em olho-boca-mão. Os genitais são apenas imaginados. O espírito flutua, o coração bate. A pele arde ansiosa pelo toque. Um corpo atua. As pessoas erram. Crê o senso comum que uma técnica, uma vez dominada, evita o erro. O corpo em texto trai as verdades que uma narrativa pressupõe. Reinvenção da cena na desfuncionalidade cênica. Caracterização frouxa de personagens que não tem cara. Procedimento de bricolage, também assemblage. Transcrição. Transcriação. Atravessamento do corpo outro onde qualquer corpo se estende. Expandido em si, ao dobrar-se num limite que somente para si reconhece. Sem conhecimento daquilo que seu invólucro não tange. Qualquer ponto de vista nunca se fixa mesmo quando a visão estabelece a fixidez de determinado lugar. Andar como despedaçamento de Dioniso, deus sempre Cristo. Corpo-processo. Que quando procede perde o retumbar que o faz dançante. Vibra. Mas para tinir na harmonia, precisa se exercitar, aparelho que não consegue deixar de ser. Desaparelhado, continua a se montar nas sutilezas sopradas junto a seu perdido nome.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Nada de novo. Só o tom, aquele típico de quem luta para fazer valer o seu discurso desde o fim- do mundo. Geográfico. A dor platina. Mulher a ambivaler direitos. Nada se sacraliza. A pureza não garante imolação. Aplicação racional que fabrica os cadáveres convertidos em gente. Depende da alimentação. E das horas de computador. Os anos de imersão tecnológica. Os pontos obtidos em interfaces amigáveis e coloridas. Num clique posso ler todo seu pensamento. Espremo os músculos para lembrar o quanto não sou o que escolho para meu monitor. Excluo perfis para ser alguém vista em carne e de frente. Vida perdida em imagem luminosa inútil. Corpo que te fez imaginar a pessoa que hoje quase sabes que não sou. Tudo velho. Mas a cada instante que em minha mente vives outro te tornas. O mesmo. Sempre outro. Cada vez mais calvo. Cada vez menos instável. Inseguro. Nasceu e morrerá gaúcho. Só que o tempo te faz algo que não eras quando te conheci. Tudo já foi dito. Mas nada dissemos sobre o quanto nos transformamos sem mudar muito a forma. Na substância infinita dos Tratactus que ainda não me dissertastes. Sem beijos, apenas palavrinhas tocadas em tela. Nesse amor que arrasa sem morte, numa vida sem idas para Patagônia. Num sentimento indissolúvel que me obriga a escrever os fluxos e a endurecer para sempre contra o desejo salutarmente insano do teu toque. Nada de novo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

respostas tardias

Se tivesse experimentado, não ansiaria. Se não ansiasse, estaria satisfeita. Se fossem satisfeitos todos os desejos, o conceito de desejar seria outro. Superar surpresas não é superação. Transvalorar as práticas e a pequenez da burguesia familiarde núcleos economicamente ativos num padrão de sucesso capitalístico estético indestrutível é algo maior que o não encarar e o se esquivar do corpo desejado em questão. O susto de um assédio não exprime as linhas de inquietude do acuado. As dificuldades entre as pessoas só podem ser superadas com as pessoas mesmo. Despessoalizar o problema é pegar seu cerne constelado em corpo disposto por muitas letras. A ânsia não passa de falta de diálogo. Uma simples conversa não resolve experiências não vividas, mas algumas palavras podem fazer dos desejos um profícuo aprendizado.

terça-feira, 27 de abril de 2010

cura

“abraço genital completo”

expressão de Wilhem Reich, aprendida sem rigor acadêmico num de seus livros quaisquer

o amor

é um sexo que funciona ao longo de vários dias, acontece todas as semanas e sedimenta a fusão de corpos por muitos anos

paixão

intensivo vibrar de corpos que nos seus altos e baixos faz um amor durar em um tempo não contabilizado em calendários e relógios

mistura explosiva

surpresa pela audácia, abalo, marca do mínimo atrevimento de um lábio, escorre a lava do estremecer inusitado daquele acontecimento que ocupa a passagem das horas nos números absurdos do desejo

desconcerto

volta da menina esquiva a correr de tudo o que pode abalar a perfeição matizada de rosas e verdes azulados em sua agradável casa de bonecas

terça-feira, 20 de abril de 2010

Sessão de Grupo de Trabalho

Vejo o cimo dos jacarandás pelas frestas da persiana. O ar-condicionado faz, de tanto em tanto, um zumbido que parece turbina a levantar a sala em vôo. Continuamos presos no chão. Sentados em roda. Conversamos. Os doutores falam de conceitos. Os alunos se justificam e prometem estudar mais. As paredes são estupidamente lisas, talvez para que, a cada aula, a cada defesa, cada um escreva o que a consistência da matéria exigir. Sobre os tacos de madeira, os pés em diversos tipos de calçado são inexpressivos e em nada ajudam na articulação da atual matéria com a tessitura virtual. Risadas conjuntas tiram a tensão, mas o medo de falar besteiras cria vácuos constrangedores. Gritam lá fora. Um telhado vibra ao sol. Insisto em fugir pela fresta. Meu olho vai longe. Já o pensamento empaca no desenho de um tênis, no ângulo do joelho do rapaz com jeito de moça. No cruzar de certo olhar, o azul me invade. E o nó daquele echarpe desfaz o pescoço de quem não se pronuncia nunca. Na tinta brilhante da porta a luz cria uma mancha. De costas para os quadros, o que se desenrola no ar não é marcado. Alguns dedos batem suavemente nas superfícies. A manhã corre. Ninguém sairá diferente para o almoço.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

palestra do crítico

interpretação chata sobre essência comum de estilos e descrições emblemáticas que tratam obras como alegorias


tudo é trópico, apelo a um Brasil construído por intelectuais engajados acima do gelo e nunca suficientemente audazes para dizer do que não estamos informados


mesmo que falem do que amam não conseguem sair do referencial iconológico onde todo estudioso se encerra


ainda que sob a atenção observante de caricaturações tão óbvias que uma audiência lúbrica só não corre para fora porque é hora de “trabalho”

quinta-feira, 8 de abril de 2010

ele é o cara

o cara publica, o cara é famoso, o cara lê o seu discurso, o cara é banal, o cara não diz nada que interesse, o cara decide quem entra ou sai, o cara domina um rol de autores e artistas, o cara dita as tendências, o cara faz explanações inúteis, o cara vibra pouco, o cara angaria público, o cara está preocupado com a identidade nacional, o cara mostra as figurinhas certas, o cara nem parece um bofe, o cara é bem apessoado, o cara consegue tudo, o cara ignora gente como nós

terça-feira, 6 de abril de 2010

chavões acadêmicos

apresentar evidências

parte da hipótese

franca positividade

amálgamas

termos formais

instituições anacrônicas

gerenciar elementos

culminância dos fatos

tecendo relações

edulcorado por

inóspita realidade

dicotomia de similaridades

embasado em argumentos

típico da sociedade

novas lógicas de poder

situação analisada

posicionamento crítico frente a

reprodutibilidade técnica

consiste em comportamento

obturações conceituais

excetuar as diferenças

naturalização de estatutos

no sentido de

servir de parâmetro

estreitamento de limites

relações intrínsecas

dimensão simbólica

resgate de verdades

dados obtidos

conseqüente processamento

imediata disseminação

conjunto de materiais

série de indagações

achatamento do espaço

articula resoluções

período em questão

dispositivo que produz

redução sutil

ênfase imaginária

entre civilização e barbárie

fundamentos teóricos

iniqüidade da elite

levar em consideração

ruptura temporal

índices locais

substituição de efígies

repercussão de mentalidade

é possível afirmar

veemência alegórica

estrutura inerente

implicação estética

mudança de perspectiva

suspensão de significados

práxis

extrapola cientificidade

replica simulações

paradoxos a explorar

esquema da composição

marcado por

emblema adequado

problematização da cultura

releitura

caráter prosaico

absurda constatação

referido esvaziamento

distinção do comum

tensionamento axiomático

semiose

arriscar pensamentos

antíteses corroboradas

explorar potencialidades

tom bem humorado

sustenta os desafios